Maldita realidade...

  Não quero acordar!!!
  Pois estou despertando aos poucos. Sei porque estou começando a ouvir barulhos de terror e enxergando vultos de pesadelo de uma vida real. Mesmo sonolenta desta vida.
  Eu quero dormir!!! Voltar a sonhar que tudo era inocente. Fácil... Era só uma brincadeira.
  Que sadismo é esse? Pura ilusão de felicidades, uma vida anestesiada da dor. Antes temer o que estava de baixo da cama do que temer contas, desemprego e vergonha.
  Me lembro quando criança não sentia frio mesmo sem cobertor, mesmo sem cama, não me lembro da dor.   Eu não me lembrava de nada, acho que seja porque eu estava ocupada sonhando...
  Então é isso! Aos trinta acordamos?


Antes de mais nada isso não é uma apologia criminosa, e sim uma questão de opinião.

  Às vezes eu me pego questionando sobre por que desejar abreviar a vida é visto como algo ruim, como algo pecaminoso? Que sadismo é esse de intervir na escolha de alguém? Isso é brincar de deus? Não sei mesmo o porque desta visão obscura. Depressão é visto como frescura, e abreviar a vida é visto como algo covarde. Esse julgamentos na minha opinião não passam de intromissões, interferências na escolha de um ser humano.
  Abreviar a própria vida deveria ser visto como algo natural, pois impedir isso que é tortura. Permitir um ser humano em constante agonia, depressão, estresse, isso sim que é desumano.

  Claro que entraria a questão e se um pai de família quisesse cometer suicídio, como que ficariam os filhos? De fato isso sim é um ponto negativo, mas a obrigatoriedade de um pai estressado, talvez também pelos encostos dos filhos. Se comprovado psicologicamente que a fonte do estresse fosse a família, seria convenientemente se o indivíduo maior de idade ou emancipado fosse a família, nada mais justo do que ao invés de ajudar a abreviar a vida, ajudar em se distanciar dos encostos da família. Se depois de algum tempo o mesmo quiser voltar que volte, mas em casos de que a distância não resolve, nem outros meios para a alto-estima, aí de fato seria convenientemente a ajuda para abreviar a vida, claro que de forma ética ao indivíduo, lembrando que ajudar a abreviar a vida nesse caso não seria visto como anti-ético.
  Mas sobre a dor? Existe meios de aliviar a dor durante procedimentos o qual não entrarei em detalhes.

  Uma vez em campo de estágio, um senhor de idade conversou sobre isso comigo, claro que eu não manifestei essa minha convicção, por mais que agora eu a tenha. No dia eu era completamente contra isso, não gostava de falar sobre morte, nem nada relacionada, porém depois dessa conversa que tive com este senhor e outras pessoas enfermas e não enfermas, comecei a pensar assim.

  Hoje em dia uma pessoa alegre não pode sofrer de estresse, nem de depressão. Falar de suicídio é apologia de mente fraca, e é claro que quem confessa ter é taxado como amador carente que não sabe de nada, pois a dor do outro sempre é maior.
  Não que sejam todas, mas todo real depressivo é alegre aos olhos dos outros. Novamente cito que não que todos que são alegres sofrem de depressão, mas que quem realmente sofre de depressão não gosta de demonstrar assim tentando sempre esconder. Sempre reparei isso nos hospitais, nas terapias, e em outros...

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