Os dois lados da moeda ou da vida.

  Gostaria de começar esta postagem com as seguintes perguntas:
  • Você tem vergonha do que você é?
  • Você tem vergonha do que você faz?
  • Você se esconde do mundo?
  • Se todas as respostas foram sim, por que você vive o bdsm então?
  Esses dias citei em uma rede social (facebook) uma piada fetichista e em questão de minutos recebi várias mensagens, claro que 40% eram de desesperados por sexo achando que toda fetichista é traíra que vai trocar seu parceiro por um zé ruela, porque o pau dele é melhor e que toda fetichista transaria com o primeiro zé ruela desesperado que apareceria, sem citar os que acham que somos santas casamenteiras (fodeiras) que sempre tem uma amiga puta no bolso desesperada para dar para o primeiro ridículo que lhe aparecer. Agora voltando ao assunto e diminuindo a raiva... A maioria das perguntas se focaram em por que vivo assim, por que faço isso, por que eu não me valorizo, que isso é ruim para a minha imagem e vai estragar a minha carreira. Então me fiz as perguntas acima e me respondi que não tenho vergonha do que sou, nem do que faço, e é claro que se eu posto coisas fetichistas em uma conta baunilha e falo abertamente sobre o assunto que qualquer um é mais do que óbvio que eu não me escondo, agora a questão é por que isso é visto como algo vergonho, repudiante, negativo? Eu não estou traindo meu parceiro, se o nosso fetiche contém consequentemente sexo na maioria de nossas práticas as quais nos deixam felizes, por que seria algo ruim se estamos contentes?
  Nisso o que me levantou o ânimo para não me rebaixar e não esconder meu rosto para a sociedade preconceituosa, foi este compartilhamento de uma pessoa que amo como mãe (tudo bem que uma mãe gostosa e pervertida, mas uma mãe - não citarei nome, pois não sei da permissão, se permitido eu edito a postagem colocando o nome), na matéria que esta mãezona postou me deu ânimo de continuar o que sou, pois não tenho vergonha de mim. 
  O fotógrafo Forest McMullin registrou pessoas que possuem os dois lados da vida, porém é claro que eu não irei sair pela rua gritando que sou fetichista, que isso tenho em plena e sã consciência que é demência, e também não irei com chicote e bunda de fora para o trabalho. Nisso entra a regra primordial de que existe hora e lugar para cada coisa. 
  Agora novamente outra pergunta o bdsm é uma afronta moral para a sociedade? 













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