Como seriam os relacionamentos humanos se nós usássemos rituais de acasalamento dos animais?



Que papéis um homem e uma mulher devem desenvolver num relacionamento? Bem, embora uma parcela da sociedade se preocupe muito em ditar regras para isso, na natureza os animais apenas seguem seus instintos na hora de encontrar parceiros.

O site humoncomics pensou em como seriam os relacionamentos humanos se nós seguíssemos os rituais de acasalamento de algumas espécies de animais e recriou alguns tipos de aproximação entre duas ou mais pessoas de acordo com o comportamento do mundo animal. Confira o resultado abaixo.


Hiena-malhada

Muitos animais invertem os papeis de gênero com os quais estamos acostumados, mas as hienas-malhadas fazem isso ao extremo. As fêmeas são maiores e mais agressivas que os machos. Elas têm pseudo-pênis que também ficam eretos e são maiores do que os dos machos. Mas, como a ereção representa fraqueza, elas se mantém moles enquanto os machos só ficam eretos para mostrar submissão a suas fêmeas dominadoras.


Aves-do-paraíso

Os machos são mais coloridos do que as fêmeas e passam boa parte do seu tempo se exibindo por aí, realizando complicadas performances para conquistá-las. As fêmeas escolhem seu parceiro segundo sua aparência e sua desenvoltura, e a competição cria coreografias cada vez mais inovadoras.


Bonobo

Chimpanzés e bonobos são os primatas mais próximos dos humanos. Mas, enquanto o tamanho grande do chimpanzé conta na hora de descolar uma transa, na sociedade dos bonobos são as fêmeas menores que escolhem e controlam seus parceiros – usando o sexo. Na verdade, tudo é uma desculpa para o sexo entre bonobos. Se dois machos estão querendo a mesma fêmea, eles transam um com o outro em vez de lutar por ela. Se duas mães brigam, elas esfregam seus clitóris para fazer as pazes. Se um macho fica agressivo, a fêmea lhe dá uma rapidinha para tranquilizá-lo. O sexo, aqui, é o mais casual possível e, ao contrário, dos humanos e chimpanzés, os bonobos preferem transar do que pensar em tabus.


Acará-disco

O acará-disco cuida bem de seus filhos, principalmente o macho. A monogamia é padrão e a fêmea protege os ovos enquanto o macho a protege. Os pais alimentam os filhos com líquidos até eles conseguirem comer comidas sólidas. Depois, os criam. O peixe de estimação ideal para quem crê na família nuclear.


Metellina segmentata

Muitos machos de muitas espécies de aranha têm medo de transar com as fêmeas, devido a sua agressividade. Os da espécie Metellina segmentata nem tentam se não tiverem certeza absoluta que elas estão bem tranquilas. Eles se esgueiram sobre elas e cuidadosamente as envolvem com uma teia, numa espécie de bondage selvagem. Assim que o macho acaba o serviço, a fêmea se solta e ele tem que sair correndo para não ser morto.


Formiga

As rainhas transam com um pequeno grupo de machos e guardam o esperma deles para usar depois. Daquele gozo saem as operárias e guerreiras para a colônia, todas fêmeas. Se ela escolhe não colocar esperma em um óvulo, nasce um macho. Ou seja, é quase impossível que uma formiga tenha um pai.


Cavalo-marinho

No mundo dos cavalos-marinhos, as fêmeas têm um pênis carregado de ovos. Elas o inserem nos machos, que ficam grávidos. Acredita-se eles tenham evoluído assim para que o macho protegesse seus filhotes enquanto a fêmea se preocupasse apenas em produzir mais ovos. Eles transam só uma vez na vida com o parceiro, mas são bem românticos. A fêmea visita o macho grávido todos os dias e encosta nele apenas para passar um tempo juntos.


Tetraz

Durante o acasalamento dessa ave, os machos se exibem para as fêmeas. É comum encontrar dois deles brigando, mas a briga é falsa e serve apenas para que eles exibam suas penas um para o outro e para a fêmea.


Quiuí

O quiuí é o pássaro que põe o maior ovo (em relação ao seu tamanho) dentre todas as aves. É tão grande que quase ocupa todo o corpo da fêmea e esmaga tanto os órgãos dela que ela quase não consegue respirar ou se mover direito. Depois que ela o põe pra fora, o macho assume e choca até nascer um novo quiuí. Ah, a “gravidez” da fêmea dura de 63 a 92 dias.


Saguinus

Esses macacos podem ter todas as combinações possíveis de famílias. Desde um macho com uma fêmea até onde a imaginação permitir. Mesmo assim, a mais comum é uma fêmea com dois machos. E isso faz sentido porque elas quase sempre geram gêmeos. Os dois companheiros cuidam dela durante a gravidez e, após o nascimento, cuidam cada um de um filhote.


Uta

Esse gênero de lagarto tem três tipos diferentes de machos para três táticas diferentes, o de papo azul, o de papo amarelo e o de papo laranja. O laranja é cheio de testosterona e vive para ter o maior território e o maior número de fêmeas possível. O azul é menor e só procura uma fêmea para a vida. O amarelo é pequeno, fisicamente parecido com uma fêmea, e não tem território nem perde muito tempo atrás de fêmeas – acasala com uma ou outra que acabam sendo ignoradas pelos laranjas.


Sépia

Quando é época de acasalar, a sépia maior e mais forte encontra as melhores pedras para colocar seus ovos. As fêmeas chegam na pedra e conferem se o macho é realmente grande e bolado. Se ela o escolhe, ele a protege para ter certeza que ninguém mais vai ficar interessado. Mas, na verdade, as fêmeas usam os machos grandes para testarem os menores. Se eles conseguirem enganar os grandões (disfarçando-se de mulher, muitas vezes) e conquistá-las, ganham uma transa. Assim, elas garantem tanto os ovos dos grandes quanto os dos pequenos.


Combatente

O combatente é uma ave diferente. Os machos se exibem mais para outros machos do que para as fêmeas e também há três tipos distintos com comportamentos variados. O mais comum é o “territorial”, que é grande e agressivo e passa a maior parte do tempo lutando e se exibindo. Há também o “satélite”, que também é grande, mas mais colorido e menos agressivo e atrai mais fêmeas (inclusive para o territorial). O “faeder”é menor que os outros e parece uma fêmea, tanto que gosta de acasalar com elas e com eles. Pensava-se que ele era confundido com uma fêmea pelos outros machos, mas os cientistas descobriram que eles gostam da presença do faeder, pois sua homossexualidade atrai um número maior ainda de fêmeas – e ele é o campeão de transas, afinal.

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