Sou Puta - A Prostituta Sagrada

Ela esteve presente em praticamente todas as civilizações e em todas as cultura, ao redor do mundo todo.
Ela esteve presente em praticamente todas as civilizações e em todas as culturas, ao redor do mundo todo. Representava na Terra as deusas da fertilidade, celebrando a capacidade de geração da vida, característica única do sexo feminino. Trata-se da prostituta sagrada e sua influência chegam aos dias de hoje.
Já nas primeiras civilizações, Suméria e Babilônia, as sacerdotisas dos templos religiosos representavam a deusa Inanna/Ishtar, patrona da fecundidade, do erotismo, do amor. Seu prestígio era grande e na cidade de Uruk praticava-se a “prostituição de culto”, com a devoção através do sexo em troca de dinheiro. Ser conhecida como “a profissão mais antiga do mundo”, portanto, tem algo de verdade histórica. Ainda em comunhão com o divino, toda mulher babilônia deveria ao menos uma vez na vida se prostituir em um templo, entregando-se ao primeiro homem pagasse por ela.
Já no hierosgamos, o casamento divino, a sacerdotisa-mor praticava o sexo ritual com o rei recém-coroado, transferindo-lhe poder divino. E ainda na cultura suméria foi a prostituta sagrada Shamhat quem fez do guerreiro de barro Enkidu um “homem civilizado”, ao dormir com ele durante toda uma semana, na Epopéia de Gilgamesh.
Na Grécia, Ishtar se transformou em Afrodite, a deusa do amor e da sesxualidade, patrona das prostitutas, dos bordéis e das hetairas. Novamente, nos templos a ela dedicados pratica-se a prostituição ritual. Afrodite nasceu da espuma do mar, quando o deus Urano foi castrado pelo filho Cronos, que logo lançou os testículos ao oceano. Na escultura e na pintura, o tema de Afrodite sempre representa a sensualidade feminina. Já em Roma, ela é conhecida como Vênus, mesmo nome que batiza o planeta a ela associado desde o tempo dos sumérios. A “estrela da manhã” que termina com a escuridão e anuncia a aurora e o recomeço de um novo dia.
A prostituta sagrada é um arquétipo que nas antigas civilizações associava naturalmente as mulheres ao sexo e o sexo ao sagrado, como um elemento fundamental de nossa existência. Mãe, protetora, deusa, puta…Será que as mulheres modernas estão recuperando este mito e este modelo de mulher?

Colaborado por: Mestre dos Desejos (Obrigada pelo artigo Senhor).

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