Fiquei com medo... simplesmente com medo.

  Hoje tive um pesadelo, acordei meu travesseiro estava molhado e meu rosto também. Parecia que eu ainda sentia o cheiro de enxofre, de acordar se sufocando com pó de construções, demolidas. Foi um pesadelo que nunca cheguei a sonhar, foi a primeira vez que tenho um pesadelo do gênero.
  Não me lembro do que estava fazendo antes e do que eu meu pai e minha mãe estávamos conversando, só me lembro do fato de parecer real. Minha mãe estava fumando sentada num banquinho no quintal de frente para a porta da cozinha, que estava aberta onde eu e meu pai estávamos, sentados à mesa, como sempre fazemos após ao almoço de final de semana.Mais estranho é que não passo mais os finais de semana com eles. Se passo não sem meu noivo por perto. Não desse jeito.
  Me lembro com "todos" os detalhes, que no meio da conversa ouvi um leve e contínuo estrondo, quase que imperceptível, misturados com os sons do dia a dia de uma avenida, só que havia uns leves gritos o fundo. Os estrondo poderia até ser ignorado ainda mais pelo fato de ser normal a quem more numa avenida, mas aqueles gritos, minha cachorra não parava de latir, mas ter animal numa avenida, é mais do que óbvio que uma cachorra latiria para até para a própria sombra, o que seria anormal se ela não lati-se, por isso a ignoramos.
  Me levantei sem pedir licença a meus pais e sem saber do que se tratava comecei a caminhar sem interromper a conversa deles, tentei imaginar do que se tratava, mas não consegui relacionar tal a nada. Até que quando cheguei na mureta ao lado do portão, momentaneamente fiquei pasma, nunca havia pensado ou imaginado isso, eu poderia dizer que veio em minha mente "meu Deus por que?", mas nem isso veio, não neste momento, eu simplesmente desajeitada dei uns passos para trás não podendo acreditar em tal desastre, e ainda de costas para meus pais gritei com toda eu foria possível, como se estivesse perdido a cabeça, gritei correndo em direção a eles, "CORRA! CORRA! RÁPIDO CORRA! PARA DENTRO DE CASA! CORRA!" E eles me perguntando o que foi, de uma forma claro que convincente a quem esteja gritando desta foma com quem nem sabia do que estava acontecendo, e eu só sabia gritar "CORRA SE ESCONDA, PARA DENTRO DE CASA! VAI! VAI!" E eles sem entender ficaram parados, me chamando de louca.
  Contando desta forma parece meio demorado, mas foi tudo rápido de mais. Ainda estou frustrada, nada fiz anteriormente para relacionar a este sonho, em fim, continuando.
  Por mais que eles não acredita-sem, o que aconteceu, eufórica gritei que estava caindo bolas de fogo do céu. Tá ok sei que você não irá continuar lendo isso, ou já está achando uma babaquice, mas estou pouco lixando para suas opiniões.
  Continuando, não sabia se vinha do céu ou se era de alguma coisa da terra, por mais que não exista vulcões ainda mais aqui, só sabia que estava acontecendo e saber a origem naquele momento não era o apropriado, e quando disse eles não acreditaram e nisso chamei minha cachorra no intuito de protegê-la no qual veio rapidinho, e meu pai ao mesmo tempo foi ver lá na frente e nem precisou dar mais que dois passos, pois uma bola dessas havia passado em frente de casa, mas longe, o que foi o suficiente para nos escondermos. A única coisa que pensamos foi nos esconder na cozinha, pois é o único lugar onde o teto é de concreto maciço, mesmo assim foi um caos. Eu me asfixiava com a poeira, e não sabia se gritava com os sustos das paredes sendo destruídas, só pensava em meus gatos, que não deu tempo de socorrer, e onde e como estaria meu noivo.
  Meu pai agarrado sobre minha mãe que o abraçava também abaixados perto do fogão, detalhe, nosso botijão de gás sempre ficou fora de casa bem longe da cozinha, sua explosão nos foi o de menos. Eu abracei minha cachorra e fiquei ao lado de meu pai, claro que meu lugar estava mais vulnerável, mas nada fora o susto me ocorreu, no meio daquele caos insano notei que dois de meus dez gatos estavam ao lado de minha mãe sendo um em baixo dela, o que aliviou um pouco meu coração.
  Foi tudo muito rápido, muitos destroços em cima de nós, e parecia que tudo estava calmo, só que ninguém queria sair de lá, ficamos quietos, até minha cachorra querer sair, o que não pude evitar, nisso meus pais perguntaram se eu estava bem, e minha mãe falou, que o Avallos e o Prego estavam com ela e estavam bem, na hora eu me levantei e fui procurar os demais, fui ao meu quarto que só havia sobrado partes das paredes, e no caminho uma de minhas gatas a Lua apareceu intacta, eu a agarrei e a abracei tanto que se ela não tivesse morrido no caos, morreria sufocada pelo meu abraço. Segurando-na ainda passei por cima de minha porta e vi minha outra gata a Gorda, ela estava de baixo de uma madeira e nem precisei levantar pois ela saiu de lá numa boa sem machucados, a Lola e o Bellus também apareceram vindo de lá de fora, o que foi um milagre, ainda em meu quarto os de mais apareceram.
  Nisso meu irmão apareceu supre preocupado, onde ele estava nada aconteceu, mas ele viu tudo, e vi em seus olhos, em gestos o qual feliz por nos ver vivos e bem, parecia que ele havia achado seu coração de volta quando viu que estávamos bem. Meus pais se perguntavam o que havia acontecido, de onde veio aquilo, e ninguém fazia a menor ideia, nem meu irmão que assistiu tudo, o coitadinho não sabia o que fazer, pois quando viu o que estava acontecendo, achou que já não daria tempo. Meu irmão e meus pais me ajudaram a recolher meus gatos e minha cachorra, consegui entrar em contato com meu noivo ele ficou sabendo, mas nada fora um tremor aconteceu a ele e saímos de casa a seu encontro, todos nós. Nisso eu acordei com meu gato Avallos, que dorme em minha cabeceira, se mexendo.
  Eu não queria mais fechar os olhos de novo.

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