Poliamor com trechos do texto de Alex Castro


   Sabe quando existe aquela amizade pervertida entre amigos, aqueles amigos que nunca se tocaram e sabem que nunca tocarão? Então... Essa amizade se torna seu combustível, você o ama só que diferente. É um respeito mútuo onde não há regras para sentir tanto é que não se escolhe sentir, simplesmente aconteceu. Porém deixo claro uma coisa, amar não é impreterível apenas para duas pessoas, ou seja, casais. Não é uma regra, nem um protocolo, você não escolhe. sim pode se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, pode amar todas por igual ou uma mais que a outra sem deixar de amar todas. Ainda é amor e é igualmente verdadeiro quanto qualquer outro amor.
  Venho agora citar sobre o poliamor lembrando de que a monogamia é sim uma doutrina religiosa, uma tradição, um costume e ensinamento religioso como explicado e provado em Imposição da Monogamia em Defesa da Poligamia - Jus Navigandi enquanto a poliandria é extremamente proibida pelas religião.

Definição do Poliamor do site Poliamor

Poliamor é um tipo de relação em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogamia como modelo de felicidade, o que não implica, porém, a promiscuidade. Não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo facto de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente.
O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela.


Abaixo um trecho do Papo de Homem (Em vermelho, minha opinião sobre o assunto, e em branco os destaques que achei importante.)


Uma objeção comum aos relacionamentos não-monogâmicos:


“Se a pessoa com quem estou puder sair com outras, então aumentam as chances de ela me largar.”
(Julgo uma pessoa tola quem não pensa assim, pois no meu pensar com ou sem poliamor ou poligamia, isso é uma probabilidade de acontecer. Além do mais não controlamos nossos sentimentos. Tanto é que em um relacionamento monogâmico, se uma pessoa conhece outra seja lá por qual meio emprego, rede social, amizade independentemente do meio ou até por procura por conta própria isso é inevitável que aconteça. Num relacionamento monogâmico, sair deste significa que o sentimento por um acabou por ter conhecido ou acontecido por outra, o qual pode resultar uma saída sem traição ou com traição, mas agora o que é traição? Traição é quando uma pessoa se relaciona com outra fora do relacionamento? E quando o relacionamento é liberal? Ou quando acontece de aparecer um sentimento sem a necessidade sexual, assim como quando aparece apenas a necessidade sexual? Essa ultima onde aparece apenas a necessidade sexual, eu não vejo como algo sentimental do tipo poliamor, mas algo fora disso. Existe várias pessoas que gostam de sexo casual sem sentimento e isso não é poliamor, é apenas sexo casual. Poliamor tratasse de sentimentos tendo ou não envolvimento sexual. Agora continuando...)

Esse comentário é repetido com tanta frequência que talvez soe até autoevidente para muitas das pessoas leitoras.
Para os meus ouvidos, porém, soa tristíssimo. Tenho vontade de abraçar essa pessoa e dizer:

“Você é menos pior do que se imagina, e a pessoa-com-quem-está é menos leviana do que você pensa.”


* * *

Pois, para fazer esse comentário, uma pessoa precisa presumir duas coisas:
- Que ela é pior e menos desejável do que a média da humanidade. Logo, se a pessoa-com-quem-está sair com outras, será provavelmente com gente melhor que ela.

- Que a pessoa-com-quem-está é leviana e superficial, pois seria capaz de abandonar o relacionamento (e toda sua cumplicidade conquistada e companheirismo compartilhado) somente por ter encontrado alguém melhor de cama – como se fosse o sexo a única cola a unir o casal. (Concordo 100% com essa parte. Eu prefiro acreditar que ele esteja comigo por que me quer por perto, do que ter uma pessoa para comer de graça. Além do mais, amor para mim é quando vocês estão velhos e não precisam do órgão sexual para continuar juntos e sim porque a presença do outro te conforta.)


Na mídia, as pessoas não-monogâmicas são geralmente representadas como “libertinas insaciáveis que só se importam com sexo.”

Mas, pelo contrário, são as leis e costumes das sociedades monogâmicas que colocam o sexo no centro dos relacionamentos, que legislam que um casamento pode ser anulado se não houver sexo, que consideram o sexo dito “impróprio” como justificativa válida para separar famílias e até mesmo atenuar homicídios – a famosa “legítima defesa da honra”.
Um relacionamento comprometido é um vasto mecanismo composto por histórias compartilhadas, planos futuros, famílias entreligadas, vivências comuns, etc.
Entre tantas peças constitutivas do mecanismo, por que priorizar e quase sacralizar justamente o sexo? (Nisso me perguntaram se eu não tenho medo de ser traída. Bem, vejamos da seguinte forma, sexo com outra pessoa com consentimento x sexo com outra pessoa sem consentimento. No meu pensar o problema para "mim" não está no sexo com outra pessoa, mas o fato de mentir, de ocultar, pois isso é sinônimo de falta de confiança. Sobre o ato de transar com outra pessoa não implica em amar mais a outra pessoa, tanto é que em sexo casual é sexo casual. O medo está mais em não suprir as necessidades um do outro e instintivamente encontrar uma pessoa que consiga suprir, só que lembramos que uma depressão é momentânea e nem sempre a culpa é nossa ou da outra pessoa e sim de ambos. Tanto é que eu acredito por mais que doa, que nunca perdemos o que não é nosso, pois amar esperando reciprocidade como uma resposta igual ou superior como obrigatoriedade não é amor. Prefiro estar com uma pessoa que me ame por livre e espontânea vontade, não porque eu a amo e ela/e tem que me amar em troca. Porém como já citado acima, também concordo que é um ato de covardia a capacidade de abandonar um relacionamento, pois largar um relacionamento por causa que cama ou novidade é trocar de empresa porque o salário é maior ao invés de meritocracia na anterior. Tanto é que eu acho até que filha-da-putagem isso, nisso vem aquele lance de que eu tento, mas a pessoa não faz nada para merecer, agora eu relembro o que citei acima "amar esperando reciprocidade como uma resposta igual ou superior como obrigatoriedade não é amor." Eu amo pessoas fora do meu relacionamento cujo eu não as obrigo uma resposta. E o seu atual parceiro? Eu o amo mais que todos, pois ele está comigo e o convívio faz com que eu sinta mais por ele a cada dia. Eu já despertei uma afeição sentimental por ele que é maior do que eu sinto pelos outros, mas ainda gostando de todos e quando me perguntam com qual eu preferia ficar é claro que eu escolho o meu atual, pois não só pelo fato incontestável de que eu o amo mesmo, mas pelo fato da meritocracia/merecimento mesmo dele, ou seja, vamos supor que eu não sentisse nada por ele, seria cretinice minha despertar o amor nele e sair como se nada tivesse acontecido ou como se ele fosse um nada e ignorando tudo que ele fez por mim. O tempo não volta, ele poderia ter feito por outra pessoa, mas ele escolheu fazer por mim, agora me coloco no lugar dele e é claro que eu não gostaria que fizesse isso comigo então eu não faria com ele. E aquele lance de amar sem esperar reciprocidade, isso seria esperar reciprocidade? Não, definitivamente não mesmo. Respeitar ou ver que a pessoa está ali não é amar em troca desde que a pessoa saiba claramente que você não tem a obrigatoriedade de amá-la em troca, eu por exemplo amo pessoas que não vivem comigo e mesmo estando longe eu as amo e pronto, não há ciúmes, pois a outra pessoa que está com eles quer o bem deles e que tola seria eu se não egoísta a ponto de querer escravizar uma pessoa dizendo-a que ela só pode amar a mim e conviver comigo? É claro que obsessão é doença. Eu amo outras pessoas e não me importo com quem elas estejam desde que estejam bem e felizes eu também estarei, pois amor é querer o bem do outro. Agora continuando...) 

Ao atribuir ao sexo uma importância compulsória, o sistema monogâmico acaba estigmatizando tanto as pessoas que praticam relações de sexo mais casual, sem necessariamente envolvimentos amorosos ou sentimentais, quanto as que não sentem atração sexual e levam suas vidas em grande parte sem sexo, as hoje chamadas "assexuais”.

Pois se o sexo é algo importante e mágico por definição, se o sexo é o que define o companheirismo, o afeto, a cumplicidade, então essas pessoas, seus estilos de vida, seus relacionamentos, são todos de segundo escalão.

É como se o sistema monogâmico tivesse arbitrariamente instituído uma quantidade ótima de sexo que cada pessoa deve fazer: quem faz mais é “vadia”, quem faz menos é “loser”, mas o número mágico em si nunca é revelado.


Agora para encerrar a matéria uma ultima parte aqui, mas não matéria original o qual vocês podem ler na íntegra no side , pois lembrando que eu coloquei apenas um trecho da matéria para ser abordado aqui. 


* * *

Se a pessoa-que-está-comigo sentir interesse, tesão, paixonite por alguém fora do nosso relacionamento e transar com ela dentro das regras do nosso pacto não-monogâmico, existe a possibilidade de ela me trocar por essa pessoa.
Mas se a pessoa-que-está-comigo sentir interesse, tesão, paixonite por alguém fora do nosso relacionamento e não transar com ela por respeito às regras do nosso pacto monogâmico, também existe a possibilidade de ela me trocar por essa pessoa.

A grande maioria das pessoas que escolhe a monogamia parece calcular que as chances de rejeição no primeiro cenário são autoevidentemente muito maiores do que no segundo cenário.
Quanto a mim, confesso não ter dados para quantificar qual cenário é mais “arriscado”: dependeria das pessoas envolvidas, do momento que estão em suas vidas e em seus relacionamentos, de muitos fatores imponderáveis.
Naturalmente, se não é possível saber quais são as chances de rejeição em cada tipo de relacionamento, também não é possível saber se uma transa fora do relacionamento por parte de uma pessoa aumenta ou diminui as chances da outra pessoa ser rejeitada. (Concordo, pois se tiver que terminar simplesmente irá terminar. Acredito fielmente que amor não tem fim, pois se acabou nunca foi amor - sim isso pode soar idiota, mas é verdade - se você ama, porque terminaria? Você pode amar e deixar a pessoa ir e mesmo assim continuar amando-a ou simplesmente descobrir que nunca amou a pessoa. Que não era o que você imaginava quando estava fora. Você pode acordar por descobrir que a pessoa quebrou sua confiança numa traição, mas terminar por algo consensual é meio difícil. E para os que estão transando com outra/s pessoa/s e querem terminar, coloquem no papel que que tudo que cheira novo é bom assim como o seu relacionamento também exalou cheiro de coisa nova, então cuidado trocar o certo pelo duvidoso ou o apaixonante momentâneo, pois tudo é maravilhoso e funciona bem na loja, quero ver no dia-a-dia em casa. Você pode tentar na conversa de ter algo casual e consensual sem a necessidade do término da relação. Além do mais nunca se perde o que nunca foi seu. Continuando...) 

Vivo relacionamentos não-monogâmicos porque, na impossibilidade de determinar qual cenário é mais “arriscado”, prefiro sempre errar em prol de mais liberdade para mim e para as pessoas que escolhem se relacionar comigo.

* * *

Um dos tantos fatores imponderáveis que tornam o cálculo desse risco impossível é como eu me comparo em relação às outras pessoas.

Em certa medida, o medo que sentimos de ser trocadas se a pessoa-que-está-conosco transar fora do relacionamento é inversamente proporcional à nossa autoestima. (Concordo e discordo, o fato de discordar é que as vezes a outra pessoa é canalha mesmo e abusa, o fato de que concordo nem preciso explicar, pois o texto todo está explicando. Vou deixar uma tirinha aqui brincando com isso. Continuando...)

Afinal, se me considero “abaixo da média” (o que quer que isso seja!), então, se a pessoa-que-está-comigo transar fora provavelmente será com alguém “melhor” que eu e, portanto, as chances de eu ser trocada são maiores. Por outro lado, se me considero “acima da média”, posso presumir o oposto: que ao transar com outras pessoas, ela vai dar ainda mais valor a mim, ao nosso relacionamento, a nossa cumplicidade, à nossa história. 

* * *

Pois, se tenho confiança nela, no nosso relacionamento, em nosso carinho, em nossa história compartilhada e em nossos planos futuros, então também tenho confiança de que não vai jogar fora tudo isso que construímos juntos só por uma foda – por melhor que seja a foda.

* * *

Cabe também problematizar essas noções competitivas de “melhor foda”, “acima da média”, etc.

O que seria isso? Quais seriam os critérios? Existiria uma medição assim tão objetiva?

Muitas vezes, o que faz o sexo ser “melhor” ou “pior” tem pouco a ver com a mecânica em si do ato sexual e tudo a ver com as emoções, as expectativas, o carinho, o afeto, a confiança que trazemos para a cama.

Além disso, um relacionamento é muito, muito mais do que sexo, bom ou ruim, acima ou abaixo da média.

Nada impede a pessoa-que-está-comigo de transar com alguém “melhor de cama” do que eu e, ainda assim, continuar comigo, porque gosta do jeito como leio histórias para ela dormir, porque sente falta do meu toque, porque valoriza toda uma vida de casal que construímos juntos.

Então, ela pode manter o relacionamento comprometido que tem comigo e, ao mesmo tempo, também continuar transando com o tal pessoa “melhor de cama” do que eu, estabelecendo com ela um outro relacionamento ou não. E, quem sabe, também pode sair com outra pessoa, “pior de cama” que todas, mas que faz aquela coisa com a língua que só ela sabe fazer. Ou, para não ficarmos apenas no sexo, também pode sair com uma pessoa com quem ela nem transa, mas com quem adora dormir agarradinha e assistir filme comendo pipoca no sofá. Ou pode não sair com ninguém. Por que não?
(Eu por exemplo gosto de outras pessoas, mas não sinto a necessidade de um relacionamento sexual, ou seja, o contato físico, o que até o momento eu nunca senti essa necessidade física, mas não nego que já tive vontade, porém eu me contento apenas nas provocações, na curiosidade como um combustível para essa amizade, mas é claro com respeito mútuo, mas a vontade que citei não é do sexo e sim com a pessoa, pois sexo eu faria com o meu parceiro atual o qual eu faço com ele também pensando no meu próprio parceiro/ele mesmo assim como também já fiz apenas por vontade de fazer sexo sem pensar em nada ou em bolo de chocolate, mas por incrível que pareça eu nunca consegui fazer sexo com meu parceiro pensando em outras pessoas, não que eu não tenha tentado e não é peso na consciência, mas pelo fato de que meu parceiro faz de uma forma tão única que eu só consigo pensar nele no momento, assim como ele já falou para mim que a maioria das vezes não pensa em nada, nem em mim kkkkk mas de boa, o pensar não é uma obrigatoriedade. Além do mais sexo no relacionamento primário ou casual, no bdsm ou seja lá onde ele estiver, ele/o sexo é uma consequência de uma ou mais ações ação. Consequência essa boa ou não, variando de pessoa para pessoa.)
Na verdade, a maior dádiva que os relacionamentos não-monogâmicos nos oferecem é justamente, quando sentimos interesse romântico ou sexual por mais de uma pessoa, a possibilidade de não ter que escolher: podemos nos dar o direito de nos relacionar com ambas.
(Destaquei esses trechos como a parte que não poderia ser melhor se não essa mesma.)
* * *

Nunca houve um bom relacionamento que terminou. Relacionamentos terminam porque uma ou mais pessoas estão infelizes ou insatisfeitas, e porque falta vontade ou capacidade para resolver essas questões.

Então, se a pessoa-que-está-comigo não quiser mais ficar comigo, seja para ficar com outra pessoa ou para ficar sozinha, essa mudança, apesar de dolorosa, é provavelmente mudança positiva, ou para ela ou para mim, ou para ambos.

Eu me sentiria a pessoa mais egoísta e menos generosa do mundo se quisesse manter ao meu lado alguém que já concluiu que sua vida estaria melhor sozinha ou com outra pessoa.

Nada disso quer dizer que não vou sofrer como um cão, chorando na sarjeta, uivando para a lua. Mas o meu luto é problema meu, não da pessoa-que-esteve-comigo.

Como lidar com o ciúme

De vez em quando, algumas pessoas me dizem:
"Adoraria viver relacionamentos não-monogâmicos, só que tenho muito, muito ciúme. Como faço pra me livrar dele?"
Mas não existe nada de errado com o ciúme. É uma emoção como outra qualquer. A questão é o que fazemos com ele.

Vamos lidar com o nosso ciúme nós mesmas, como pessoas adultas e dotadas de autocontrole, ou vamos usá-lo para atormentar, controlar, violentar as pessoas com quem estamos nos relacionando? (Isso lembra novamente o que citei acima que amar não é escravizar.)

E cabe nos perguntarmos: de onde veio esse ciúme obsessivo que nos habita? Será que já nascemos pessoas naturalmente ciumentas? Ou será que esse ciúme é construído por toda uma cultura que nos ensina desde crianças a sermos possessivas, acumuladoras, egoístas?

O que construíram dentro de nós também pode ser desconstruído por nós.
(Mais uma ilustração que coloquei, na verdade todas as ilustrações desta postagem eu que acrescentei.) 



(Lembrando que a fixação da monogamia veio do poder religioso político de séculos atrás que se firmou e hoje temos como leis fundada pela própria e pelos costumes da sociedade.)

Texto de Alex Castro de Papo de Homem


Leiam mais também em Poliamor

Nenhum comentário :

Postar um comentário